Dançando na Cidade

Dançando na Cidade ocupa ruas, praças, favelas, comunidades, centros, casas culturais, pontos turísticos e manifestações populares. O trabalho mostra uma coreografia em tempo real, feita diante do olhar dos transeuntes/platéia, preenchida de imagens e sensações novas. Ativando o olhar e transportando a imaginação dessas pessoas, a lugares não cotidianos. Os transeuntes/platéia são reconectados às sensações, à curiosidade pelo seu entorno.

Os intérpretes levam em seus corpos sensações/imagens trabalhadas para serem vistas como esculturas móveis ou desenhos tridimensionais efêmeros. Eles trazem a força de suas individualidades levando as pessoas a se identificarem, ficando mais próximas da intervenção. Com a composição e harmonia desses diferentes corpos e suas atitudes extra cotidianas o Improviso Cênico facilita a absorção e aceitação do trabalho pelo olhar que foi pego desprevenido.

DANCING IN THE CITY

Fotos:

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Matérias:

Intervenção artística transforma espaços urbanos em palco

Por Ana Clara Brant para o ESTADO de MINAS

Publicação: 06/07/2011 06:00

Um grupo de artistas se apresentava nessa terça-feira à tarde no quarteirão da Rua Carijós, na Praça Sete, coração de Belo Horizonte, quando subitamente uma multidão veio em sua direção. Era a manifestação de professores da rede municipal que percorreu a Avenida Afonso Pena, em campanha salarial.

Mas o que poderia ter sido um obstáculo acabou fazendo até parte da performance do Coletivo Silenciosas GT’aime, de São Paulo, que estava encenando o espetáculo Dançando na cidade, integrante da programação do projeto Horizontes Urbanos – Mostra Internacional de Dança em Espaços Urbanos, em cartaz até domingo. “A gente interage com tudo o que estiver acontecendo. Isso enriquece o nosso trabalho, porque atuamos nesse processo de intervenção urbana”, resumiu o diretor do grupo, Diogo Granato.

Às 16h em ponto, os artistas, que aliam técnicas do teatro, dança e artes marciais, começaram a dar suas piruetas, saltos mortais e a rolar pelo chão da praça mais movimentada de BH. Mais cedo, na hora do almoço, o palco era outro bem agitado: o Terminal Rodoviário de Belo Horizonte. “As reações são diferentes em cada espaço. Na rodoviária, as pessoas ficam geralmente sentadas e então assistem naturalmente à apresentação. Já em uma praça movimentada como esta, tem de tudo. Tem quem estranha, quem nos acompanhe, há quem finja que nada está acontecendo”, resume Diogo.
O casal Norberto dos Santos, de 63 anos, e Efigênia Soares, de 58, pensou que a performance dos artistas fazia parte da manifestação dos professores. “Hoje em dia, os protestos estão tão malucos, que achei que eles estavam no meio daquele povo”, observou Norberto. Já os amigos Lucas Oleksy, de 16 anos, e Felipe Romão, de 15, que trabalham no Centro entregando panfletos, estranharam um pouco a forma de expressão dos atores, mas no final se surpreenderam. “Achei que era um bando de doidos, pois de repente começaram a rolar pelo chão em plena Afonso Pena. Mas eu percebi que era alguma coisa ligada à arte e até resolvi registrar com meu celular porque achei interessante”, comentou Lucas. Já Felipe revelou não estar muito acostumado com este tipo de manifestação artística, mas que o grupo, pelo menos, deu lhe animou o dia. “Aqui no Centro a gente sabe que rola de tudo, mas isso aí eu nunca vi. Pelo menos nos divertimos um pouco. Foi mais legal que o protesto”, declarou.

A programação do projeto Horizontes Urbanos, realizado gratuitamente em vários espaços abertos de BH, segue hoje com o espetáculo espanhol Entomo, às 10h, na entrada principal do Parque Municipal; o Cardume, do grupo mineiro Em Obras, que será encenado às 12h30 na Rua Aarão Reis; e o Con-temp(l)o, com Raquel Pires e convidados, que vai percorrer, a partir das 16h, a Avenida Afonso Pena, da Praça da Bandeira à Praça ABC.

Nós do Morro

Coletivo de dança paulista faz intervenção urbana inédita no Vidigal

O Coletivo Silenciosas + GT’aime, de São Paulo, apresenta nas ruas do Vidigal, a partir do Casarão do Nós do Morro, o espetáculo ‘Dançando na Cidade’ na terça, dia 6 de dezembro. Trata-se de uma intervenção urbana totalmente construída no improviso, onde os performers vão construindo a cena de acordo com os espaços urbanos e interações com o público. É a primeira vez que o grupo, dirigido pelo coreógrafo Diogo Granato, se apresenta em turnê no Rio de Janeiro. Antes da apresentação de ‘Dançando na Cidade’, a companhia ministra workshop para atores do Nós do Morro.

Na segunda, dia 5 de dezembro, foi a vez do Teatro Poeira, em Botafogo, onde foi apresentado o espetáculo ‘Improvisos’. Os dois trabalhos foram contemplados com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2010 e encerram no Rio a gira proporcionada pela premiação, que envolveu apresentações em Belo Horizonte (julho), Ouro Preto (julho), São Paulo (agosto) e Campinas (novembro).

No ultimo dia 21 de outubro, em São Paulo,o Coletivo Silenciosas + GT’aime recebeu uma espectadora especial: a editora-chefe da prestigiosa Dance Magazine, Wendy Perron, que terminava um circuito por um seleto grupo de companhias de dança em três cidades brasileiras. “Nesta noite, a improvisação com cinco dançarinos e três músicos foi tão sutil, tão ousada e com tamanha sintonia entre eles, que me pareceu o melhor grupo de improvisação que assisti desde o lendário Grand Union, no inicio dos anos 1970”, escreveu a editora em seu blog – http://dancemagazine.com/blogs/wendy/4060. .

Serviço:

‘Dançando na Cidade’

Concebido para ser apresentado em espaços públicos, e criado na mesma época que ‘Improvisos’, ‘Dançando na Cidade’ conta apenas com os bailarinos do Coletivo Silenciosas + GT’aime no elenco, que adentram a área escolhida sem chamar a atenção, e começam seu trabalho gradativamente, ate que fique clara a intervenção. Neste jogo, os temas surgem naturalmente nas ações dos transeuntes na arquitetura do ambiente escolhido para a apresentação, nos acasos naturais que acontecem em um ambiente sem o controle de um teatro. Aqui, o grupo dança/improvisa o seu entorno, sem a ajuda da luz artificial ou da musica, armando e desarmando cenas descontínuas, dentro de um trajeto urbano previamente traçado. O fim da intervenção, de aproximadamente uma hora, acontece naturalmente, numa decisão tomada pelo grupo diante do publico espontâneo.

Intérpretes-criadores:

Dança: Diogo Granato | Flavio Falcone | Michelle Farias | Ilana Elkis | Nathalia Catharina | Victor Abreu | Danilo Alves | Flavia Sheye | Veronica Piccini | Evandro Gonçalves | Maria Beraldo | Fernando Seiji

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