Críticas de jornalistas de Santos:

HUMOR NA DISCUSSÃO DO FAZER DANÇA

8 novembro 2009 Nenhum comentário

O Coletivo Gt´aime + silenciosas transformou a discussão sobre as buscas da dança contemporânea em uma divertida performance interativa. Neste espetáculo construído por intérpretes, público, iluminador, músico, diretor, a conexão é dada pelo riso.

Conduzida por um diretor/coreógrafo dono de humor sagaz (Diogo Granato), a performance satiriza o fazer dançar em uma época em que a infinidade de possibilidades transforma-se, algumas vezes, em banalização: “Tá dentro do conceito. Cabe tudo!”. “Joga um pouco de contemporâneo”. “Um pouco de contato e improvisação”. “Agora fica invisível”.

Lança ironia sobre a relação espectador/produtor: “”Iluminador, agora você vai baixando as luzes devagarinho, sem a platéia perceber que está finalizando”.

Diogo Granato revela relações verticalizadas da dança ao pisar literalmente em sua equipe, caminhando sobre suas cabeças.

Brinca com os ícones da dança da cultura de massa: “Com Madonna, sem Madonna. Michael!”.

O espectador, sempre convidado a interagir,  vê-se, vez em quando, como que integrando um programa de auditório. E ainda desfruta dos belos movimentos criados pelos intérpretes-bailarinos. (Márcia Costa)

UMA JAM SESSION DAS MELHORES

7 novembro 2009 Nenhum comentário

Sem exageros, o Coletivo Gt´aime + Silenciosas, de São Paulo, está dando um show de improviso e técnica nesta Bienal de Dança. No espetáculo Jogo de Dança II, o diretor Diogo Granato e seus bailarinos, acompanhados pela trilha sonora ao vivo de Cláudia Dorei e Lelena Anhaia jogam com o público um jogo com diversão garantida para todos.

Ao colocarem uma pergunta e ouvirem uma resposta de alguém da plateia, os bailarinos dançam o tema, criando ali na hora uma coreografia, enquanto Cláudia e Lelena acompanham com o som, mais para o jazz e o groove. A luz também seguia de acordo com o momento.

Quando o assunto foi superpoderes e a resposta voar e ficar invisível, os bailarinos extrapolaram os limites do tablado, aliás, esta é uma recomendação do diretor. “O centro é perigoso”, avisou. Um bailarino subiu as escadas e dançou no piso superior, ficando pendurado na parede. Desapareceram caindo no chão. Para realizar o sonho de um dos bailarinos, viraram gogo boys, rebolando freneticamente e tirando a camisa.

Dançaram o amor, a dúvida, a agonia, o desprezo, comandados pelo texto dado em tempo real pelo público. O show foi garant ido pela estrutura coreográfica e a técnica de movimentos, com dose certa para a liberdade, aliada, ainda, a cumplicidade visceral entre os bailarinos. Saltos, giros, chão, braços, pernas, expressões e voz. Uma jam session das melhores, na qual a plateia tem a oportunidade de elaborar e ver o prazer e o desafio de uma coreografia em construção. (Fernanda Mello).

Uma resposta para “Críticas de jornalistas de Santos:

  1. pessoal! que lindas as críticas!!! e o blog está super bonito também!
    Sucesso sempre e parabéns pela Bienal que parece ter sido maravilhosa!
    vai que vai!
    beijo grande cheio de saudades,
    Lili

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