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Oficina

WORKSHOP

contato: diogogranato@gmail.com

oficina que aconteceu em Belo Horizonte. Vídeo: Bruno Peixoto

oficina que aconteceu no Rio de Janeiro no projeto Nós do Morro. Vídeo: Osmar Zampieri

Uma Oficina que pode trabalhar a consciência corporal, com técnicas como: Contato Improvisação, Material pra Coluna, Dança Contemporânea. Pode trabalhar o estado cênico com uso das técnicas Improvisação Dança Teatro e Improviso Cênico. Ou ainda, ambos, dependendo do público alvo.

Espaço

Uma sala grande, de no mínimo cem metros quadrados. É necessário um aparelho de som. Se for possível, parte da oficina pode ser feita em lugares abertos, para o treino de relação com a arquitetura.

Tempo

A oficina tem de uma a cinco células. Cada célula tem três horas.

Participantes – público alvo

A oficina pode ser elaborada conforme o público alvo escolhido. A oficina deve atender a uma faixa etária por vez. Caso exista interesse de duas faixas etárias diferentes, deve-se analisar a união em uma única oficina, ou em duas oficinas com menos células.

Tema

O tema da oficina será a Dança Artesanal, que escapa a produção em série. É a pesquisa que permeia todas as atividades do grupo, e como o grupo vê todas as técnicas que trabalha.

Ministrantes

Geralmente a oficina é ministrada por Diogo Granato com assistência dos integrantes do Coletivo Silenciosas + GT’aime, mas pode ser ministrada pelos integrantes conforme necessidades específicas.

Fotos:

Histórico da pesquisa

A pesquisa para a realização dessa ação foi dividida em duas partes distintas de investigação corporal:

1) Na primeira, os artistas desenvolveram e estudaram as técnicas de cada uma das disciplinas já citadas (dança, teatro, palhaço, acrobacia e parkour) utilizadas para a criação de um repertório pessoal, aprimorando a técnica da dança dentro de sua poética pessoal. As técnicas foram estudadas com aulas constantes ministradas por Diogo Granato e workshops intensivos ministrados por profissionais convidados como: Cristiane Paoli-Quito (palhaço) Yanet e Angel (acrobacia) Mônica Montenegro (voz), Jerônimo Bittencout (Parkour), Georgette Fadel (teatro).

2) Na segunda etapa da investigação, os intérpretes fazem o que foi denominado como “tiro de improvisação”. Esses “tiros” são improvisações de começo, meio e fim, que visam ser o resultado final da pesquisa e não o processo. É importante dizer isso, pois os grupos não trabalham a improvisação apenas na pesquisa, e sim, utilizam em todas as partes do processo inclusive no espetáculo.

O “Improviso Cênico” e a “Improvisação Dança-Teatro” são técnicas que possibilitam a improvisação como resultado cênico, e é através delas que os grupos conseguem misturar as disciplinas estudadas em uma só linguagem.

Essas técnicas, também foram estudadas, assim como as disciplinas. Elas foram dissecadas, analisadas, exploradas ao limite. E foram descobertos novos caminhos, novas pesquisas.

Foram estudados os conceitos de “entradas e saídas” e os jogos de corte de Katie Duck, o “Material pra Coluna” de Steve Paxton, o “Underscore” da Nancy Stark Smith, os estudos de sustentação da imagem da Lisa Nelson, o “Movimento Imagem” da Quito e da Tica, e muitos outros detalhes dessas técnicas, que não caberiam ser citados aqui.

Diogo Granato acrescentou ainda sua pesquisa de composição pictórica e cinematográfica, que trabalha a composição da cena ora como uma tela de pintura, ora como cinema. Isso inclui perspectiva (atmosférica e de ponto de fuga) e profundidade, enquadramento (o intérprete faz parte do “assunto” ou da moldura da tela, está em quadro ou é parte do enquadramento), foco (sendo ele parte do “assunto”, é o foco da ação ou é secundário, ou parte da paisagem), pontos de vista (ele está fazendo a ação, recebendo a ação ou assistindo à ação – primeira, segunda ou terceira pessoa), e assim por diante.

Após o período de treinos constantes dessas disciplinas e técnicas, verificou-se a falta de um tema, para se desenvolverem “tiros” com uma dramaturgia. Então temas aleatórios começaram a ser usados, até que se percebeu que esse era o grande tema, o desafio de improvisar algo sugerido no momento da improvisação.

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